A audiometria tonal e vocal é o exame que mede a audição de cada ouvido. Na parte tonal, o paciente sinaliza quando escuta apitos de sons graves a agudos, em volumes cada vez mais baixos; na parte vocal, repete palavras para mostrar quanto entende da fala. O resultado é registrado no audiograma, que indica se há perda auditiva, o grau e o tipo. O exame é indolor, feito em cabine acústica, e costuma ser precedido de otoscopia para descartar cera no canal.
O que a audiometria tonal e vocal avalia
A audiometria é considerada o exame padrão para determinar o grau, o tipo e a configuração de uma alteração da audição. Ela mede a menor intensidade de som que a pessoa consegue perceber em cada frequência, das mais graves às mais agudas, e registra esses limiares num gráfico chamado audiograma, separado para a orelha direita e a esquerda.
A parte tonal usa tons puros apresentados por fone, a chamada via aérea, e por um pequeno vibrador colocado atrás da orelha, a via óssea. Comparar as duas vias mostra onde está o problema: no canal e no ouvido médio, que conduzem o som, ou na cóclea e no nervo auditivo, que transformam o som em sinal elétrico.
A parte vocal, também chamada logoaudiometria, avalia a compreensão da fala. O paciente repete palavras ditas em intensidades diferentes, e o examinador registra o menor volume em que a fala é reconhecida e a porcentagem de palavras entendidas corretamente. Com o resultado em mãos, o otorrino consegue classificar a alteração:
- Perda condutiva: o som tem dificuldade de chegar ao ouvido interno, como na cera acumulada, na otite ou na otosclerose
- Perda neurossensorial: a alteração está na cóclea ou no nervo, como na perda ligada à idade ou ao ruído
- Perda mista: combina componentes condutivo e neurossensorial na mesma orelha
- Grau: de leve a profundo, conforme o volume necessário para ouvir cada frequência
Exame de audição na Clínica CEOP, em Palmas
A Clínica CEOP realiza a audiometria tonal e vocal no Palmas Medical Center, na Quadra 401 Sul, perto de hospitais e clínicas do centro da cidade. O exame faz parte da investigação de queixas de audição, zumbido e tontura atendidas pela otorrinolaringologista, e o resultado é interpretado junto com a história clínica e o exame físico do ouvido.
Moradores de Palmas e de cidades próximas, como Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Miracema, costumam concentrar consulta e exames no mesmo período para reduzir deslocamentos. A recepção informa a disponibilidade de horários, a cobertura de cada convênio e se o plano exige pedido médico ou autorização prévia.
Quando o exame de audição é indicado
A audiometria costuma ser pedida sempre que há suspeita de alteração da audição ou quando é preciso acompanhar uma doença do ouvido ao longo do tempo. Também ajuda a avaliar crianças com atraso de fala ou dificuldade escolar, a partir da idade em que conseguem responder ao teste. As situações mais comuns são:
- Sensação de ouvir menos, pedir para repetir ou aumentar o volume da TV
- Zumbido em um ou nos dois ouvidos
- Tontura ou vertigem, como parte da investigação do labirinto
- Otites de repetição, otite média crônica ou suspeita de otosclerose
- Exposição frequente a ruído no trabalho ou no lazer
- Indicação de aparelho auditivo ou avaliação antes e depois de cirurgia do ouvido
Crianças pequenas e idosos
Em crianças muito pequenas, que ainda não conseguem sinalizar cada som, a audição é avaliada por outros métodos, como as otoemissões acústicas e o potencial evocado auditivo. Em idosos, a audiometria ajuda a diferenciar a perda ligada à idade de causas tratáveis e orienta a indicação de aparelho auditivo.
Como é feita a audiometria tonal e vocal
O exame não usa agulha nem medicação e exige apenas atenção do paciente. A ordem pode variar conforme o pedido médico.
- Otoscopia: o canal auditivo é examinado para confirmar que não há cera ou secreção bloqueando o som
- Orientação: o paciente entra na cabine acústica, coloca os fones e é instruído a sinalizar sempre que ouvir um apito, mesmo bem baixo
- Via aérea: tons de diferentes frequências são apresentados em cada orelha, com volume decrescente até o limiar de audição
- Via óssea: um vibrador atrás da orelha repete o teste para indicar se a perda é condutiva ou neurossensorial
- Logoaudiometria: o paciente repete palavras ditas em intensidades diferentes
- Registro: os limiares são marcados no audiograma, que segue para interpretação na consulta
Resultado da audiometria tonal e vocal
O laudo mostra o grau e o tipo de perda em cada orelha e o índice de reconhecimento de fala. A interpretação cabe ao otorrinolaringologista, que relaciona o audiograma com os sintomas e decide se há necessidade de outros exames, como a imitanciometria, de tratamento clínico ou cirúrgico, ou de reabilitação com aparelho auditivo. A conduta depende de avaliação individual.
Quem atende na CEOP
Preparo e o que evitar antes da audiometria
A cera em excesso pode alterar os resultados, por isso a otoscopia e, quando necessário, a limpeza do conduto auditivo devem ser feitas antes do exame. É um dos motivos pelos quais a consulta com o otorrinolaringologista costuma anteceder a audiometria.
Outro cuidado é o repouso auditivo. Exposição a som alto nas horas que antecedem o teste, como fone em volume elevado, show, oficina ou ambiente industrial, pode causar um rebaixamento temporário da audição e mascarar o resultado real. O período de repouso varia conforme o caso, e a recepção confirma a orientação no agendamento.
- Evite ruído intenso antes do exame, inclusive fone de ouvido em volume alto
- Não tente limpar o ouvido com cotonete nos dias anteriores
- Avise se estiver gripado, com ouvido tapado ou com otite, pois o exame pode precisar ser remarcado
- Quem usa aparelho auditivo deve retirá-lo antes de entrar na cabine
Perguntas frequentes sobre Audiometria tonal e vocal
Como é feita a audiometria tonal e vocal?
É um exame simples e indolor. Dentro de uma cabine silenciosa, com fones, o paciente sinaliza cada vez que ouve um apito e depois repete palavras ditas em volumes diferentes. Os resultados formam o audiograma, que é interpretado pelo otorrino na consulta.
Preciso tirar a cera antes de fazer audiometria?
Se houver acúmulo, sim. A cera que tampa o canal reduz a passagem do som e pode simular uma perda que não existe. Por isso o otorrino examina o ouvido antes e, quando necessário, faz a retirada do cerume antes do exame.
Posso fazer audiometria gripado ou com o ouvido tapado?
Em geral, não é o ideal. Gripe, rinite em crise e otite podem acumular secreção atrás do tímpano e reduzir a audição de forma passageira. Nesses casos, o mais comum é tratar primeiro e remarcar o exame; a recepção orienta caso a caso.
Qual a diferença entre audiometria e imitanciometria?
São exames complementares. A audiometria mede quanto a pessoa ouve e entende a fala, e depende da resposta do paciente. A imitanciometria avalia de forma objetiva o tímpano e o ouvido médio, sem que o paciente precise responder, e por isso costuma ser feita junto.
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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.
