Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul Seg a sex 8h às 18h · Sáb 8h às 12h
Otorrinolaringologia

Rinossinusite (sinusite): sintomas, diagnóstico e tratamento em Palmas

Rinossinusite é o nome médico da sinusite: a inflamação do nariz e dos seios da face, quase sempre viral no início. O tratamento alivia os sintomas, e o antibiótico só entra em casos selecionados, após avaliação.

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Rinossinusite é a inflamação sintomática da mucosa do nariz e dos seios paranasais, as cavidades de ar dentro dos ossos da face. Na maioria das vezes começa com um resfriado viral, e uma parte menor evolui para infecção bacteriana. O diagnóstico é clínico e considerado quando há dois ou mais sintomas entre congestão, secreção pelo nariz ou pela garganta, pressão ou dor na face e redução do olfato. O tratamento inclui lavagem com soro e, conforme o caso, corticoide nasal; antibiótico, só com critério médico.

Consultório da Clínica CEOP em Palmas onde é feita a avaliação da rinossinusite
Consultório para avaliação de rinossinusite na Clínica CEOP

O que é rinossinusite e por que o nome mudou

Os seios paranasais são quatro pares de cavidades cheias de ar localizadas ao redor do nariz: os maxilares, nas maçãs do rosto; os frontais, na testa; os etmoidais, entre os olhos; e os esfenoidais, mais ao fundo. Todos drenam suas secreções para dentro do nariz por pequenas aberturas chamadas óstios, boa parte delas concentrada numa região chamada meato médio.

Como a mucosa do nariz e a dos seios é contínua, a inflamação quase nunca atinge só os seios. Por isso o termo médico atual é rinossinusite, e não apenas sinusite. Quando o inchaço fecha os óstios, a secreção fica retida, o ambiente favorece bactérias e surgem pressão e dor na face.

A classificação depende do tempo de sintomas. Na forma aguda o quadro dura menos de 12 semanas e se resolve por completo; a viral, a mais comum, costuma melhorar em cerca de dez dias. Fala-se em forma crônica quando os sintomas persistem por 12 semanas ou mais, com ou sem pólipos nasais. Há ainda a forma recorrente, com vários episódios agudos ao longo do ano. Rinite mal controlada, desvio de septo, infecções nos dentes superiores e tabagismo aumentam o risco.

Tratamento da rinossinusite em Palmas

Em Palmas, as crises costumam se concentrar em dois momentos do ano: o período chuvoso, com mais circulação de vírus respiratórios, e a estiagem, quando o ar seco e a fumaça das queimadas espessam o muco e prejudicam a limpeza natural do nariz.

Na Clínica CEOP, no Palmas Medical Center, Quadra 401 Sul, a otorrinolaringologista Dra. Liane Sousa Teixeira, que tem as sinusites entre suas áreas de atuação, avalia quadros agudos que não melhoram, crises de repetição e casos crônicos. A videoendoscopia nasal é feita na própria clínica e ajuda a definir o tratamento sem necessidade de raio X.

Sintomas da rinossinusite e sinais de alerta

A suspeita surge quando o paciente apresenta dois ou mais dos sintomas abaixo, sendo pelo menos um deles a obstrução do nariz ou a secreção nasal, que pode sair pela frente ou descer pela garganta.

  • Obstrução ou congestão do nariz
  • Secreção pelo nariz ou escorrendo para a garganta
  • Dor facial ou pressão na testa, nas bochechas ou entre os olhos, que piora ao abaixar a cabeça
  • Redução ou perda do olfato

Quando agendar consulta

Sintomas que passam de dez dias, que pioram depois de uma melhora inicial, que voltam várias vezes no ano ou que duram mais de três meses merecem avaliação com o otorrino.

Quando procurar atendimento imediato

Alguns sinais indicam complicação e pedem avaliação de urgência no mesmo dia: inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos, alteração da visão ou visão dupla, dor de cabeça muito forte, rigidez na nuca, confusão mental e febre alta persistente. São situações raras, mas exigem atendimento hospitalar.

Como a CEOP diagnostica e trata a rinossinusite

O diagnóstico parte da história e do exame do nariz. Na rinoscopia anterior o médico observa vermelhidão, inchaço das conchas e secreção purulenta. A videoendoscopia nasal amplia essa avaliação: mostra a região do meato médio, onde drenam os principais seios, avalia o aspecto da secreção e de onde ela vem e identifica pólipos ou desvio de septo.

O raio X simples dos seios da face não é necessário para confirmar o quadro, porque tem baixa especificidade e pode mostrar alterações em quem está apenas resfriado. A tomografia é reservada para casos crônicos, suspeita de complicação ou planejamento cirúrgico.

Tratamento da rinossinusite aguda e crônica

O objetivo é aliviar os sintomas, restabelecer a drenagem e evitar que um quadro viral evolua para bacteriano. As medidas mais usadas são:

  • Lavagem nasal com soro fisiológico, que remove a secreção e ajuda a recuperar o funcionamento normal da mucosa
  • Corticoide de uso nasal, que reduz o inchaço e ajuda a manter os óstios abertos
  • Analgésicos para dor e febre, que aliviam, mas não mudam a evolução da doença
  • Antibiótico apenas quando há critérios clínicos de infecção bacteriana, por indicação médica

Quando a cirurgia é considerada

Na forma crônica que não responde ao tratamento clínico, na presença de pólipos ou em crises recorrentes associadas a alterações anatômicas, a cirurgia endoscópica dos seios da face pode ser indicada para ampliar a drenagem. Muitas vezes ela é associada à correção do desvio de septo. A decisão é individual e depende do exame e da tomografia.

Erros comuns no tratamento da sinusite

Tomar antibiótico por conta própria a cada resfriado é o equívoco mais comum. A maior parte das rinossinusites é viral, e o antibiótico não age sobre vírus: expõe o paciente a efeitos colaterais e favorece a resistência bacteriana.

O descongestionante em spray alivia por pouco tempo, mas usado por vários dias provoca efeito rebote e piora a obstrução. Pedir raio X a cada crise e confundir dor de cabeça comum com sinusite são outros erros frequentes: nem toda dor na testa vem dos seios da face.

  • Manter a lavagem com soro durante e depois da crise, conforme orientação
  • Não fumar e evitar ambientes com fumaça
  • Tratar a rinite alérgica e revisar os dentes superiores quando a dor é de um lado só
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Rinossinusite (sinusite)

Qual a diferença entre sinusite e rinossinusite?

Na prática, nenhuma: rinossinusite é o nome técnico atual da sinusite. O termo deixa claro que a inflamação atinge o nariz e os seios da face ao mesmo tempo, porque as mucosas dessas regiões são contínuas e quase nunca adoecem separadas.

Toda sinusite precisa ser tratada com antibiótico?

Não. A maioria dos casos é viral e melhora com lavagem nasal, analgésicos e, às vezes, corticoide de uso nasal. O antibiótico é reservado para quadros com critérios de infecção bacteriana, como sintomas que passam de dez dias, piora depois de melhora inicial ou febre alta com secreção purulenta, sempre com prescrição médica.

Preciso fazer raio X para confirmar sinusite?

Não. O diagnóstico é clínico, e o raio X simples dos seios da face tem baixa especificidade, por isso não é recomendado para confirmar o quadro. Quando é preciso enxergar melhor, o otorrino usa a videoendoscopia nasal e, em casos selecionados, a tomografia.

Sinusite crônica tem tratamento sem cirurgia?

Tem, e ele é a primeira etapa. Lavagem nasal contínua, corticoide de uso nasal, controle da rinite e, em alguns casos, outros medicamentos controlam boa parte dos quadros. A cirurgia endoscópica é discutida quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico bem conduzido ou quando há pólipos e alterações anatômicas.

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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

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