Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul Seg a sex 8h às 18h · Sáb 8h às 12h
Psicologia

Psicoterapia infantil e adulto: o que se trabalha em cada fase da vida

A psicoterapia é um acompanhamento feito por psicólogo, com base na escuta e em técnicas da psicologia, que ajuda a compreender emoções e comportamentos. O foco muda com a idade: o brincar na infância, a identidade na adolescência, as relações na vida adulta e a autonomia na velhice.

5/5 - (8 votos)

Psicoterapia infantil e adulto é o acompanhamento psicológico feito em sessões regulares, em que o psicólogo usa a escuta e técnicas da psicologia para ajudar a pessoa a compreender o que sente e a lidar com conflitos, sintomas e mudanças. Com crianças, o trabalho passa pelo brincar e inclui orientação aos pais. Com adolescentes, envolve identidade e relações. Com adultos e idosos, abrange autoconhecimento, relacionamentos e as perdas e escolhas de cada fase.

Sessão de psicoterapia de adulto: psicóloga faz anotações enquanto a paciente fala
Psicoterapia infantil e adulto: escuta e registro durante a sessão

O que é psicoterapia infantil e adulto

Psicoterapia é o tratamento psicológico conduzido por psicólogo habilitado, com encontros regulares e objetivos combinados entre profissional e paciente. A ferramenta principal é a palavra: ao falar sobre o que vive, a pessoa organiza experiências, percebe repetições e encontra outras formas de responder às situações. Há diferentes abordagens teóricas, e todas partem de uma escuta técnica, protegida por sigilo.

O psicólogo não decide pela pessoa: ajuda a ampliar a compreensão do problema, e as mudanças são construídas pelo próprio paciente. Por isso o vínculo e a regularidade pesam tanto quanto a técnica.

A psicoterapia infantil e a de adultos partilham esses princípios, mas mudam nos recursos. Com adultos, a conversa ocupa quase toda a sessão. Com crianças, o brincar, o desenho e as histórias funcionam como linguagem, porque a criança nem sempre consegue dizer em palavras o que sente.

Onde a psicoterapia acontece na Clínica CEOP

Na Clínica CEOP, a psicoterapia é conduzida por Leina Mara Sousa (CRP 23/000932), num consultório dentro do Palmas Medical Center, na Quadra 401 Sul. O agendamento passa pela mesma recepção que atende a otorrinolaringologia, e as informações práticas sobre horários, convênios e primeira sessão estão reunidas na página de atendimento com a psicóloga.

A proximidade com a otorrinolaringologia ajuda nos casos em que corpo e emoção se cruzam: crianças com dificuldade escolar que também precisam investigar a audição ou a respiração no sono, adultos com zumbido que atrapalha o descanso, idosos que se isolam por causa da perda auditiva. A troca entre profissionais acontece com autorização do paciente ou dos responsáveis.

O que se trabalha em cada fase da vida

O ponto de partida é sempre a queixa trazida, mas cada idade tem temas que aparecem com frequência.

Na infância

Na infância, o foco é o desenvolvimento psicoemocional. Chegam ao consultório crianças com dificuldade escolar ou de aprendizagem, timidez acentuada, birras intensas, medos, agressividade e mudanças de comportamento após a separação dos pais, o nascimento de um irmão ou a troca de escola. O trabalho combina sessões com a criança e encontros de orientação com os pais, porque a rotina da casa e da escola faz parte do cuidado.

Na adolescência

A adolescência é marcada pelas chamadas crises de identidade: quem sou, a que grupo pertenço, o que quero fazer. A terapia oferece um espaço próprio, separado dos pais, para falar de autoestima, relações com colegas, escolhas profissionais e comportamentos que a família considera inadequados.

Na vida adulta

No adulto, a psicoterapia acolhe questões de autoconhecimento, alterações emocionais e comportamentais, relacionamentos na carreira e na família, casamento, timidez e questões existenciais. Quadros de ansiedade e depressão também são acompanhados, muitas vezes em conjunto com o psiquiatra, que avalia a necessidade de medicação.

Na terceira idade

Com idosos, o trabalho ajuda a enfrentar as mudanças da idade: carência afetiva, solidão, cansaço, desinteresse por atividades sociais, dificuldade para realizar tarefas que antes eram simples e perda de pessoas próximas. Um objetivo frequente é fortalecer a autonomia.

Como a psicoterapia infantil e adulto é conduzida

O início é uma avaliação. Nas primeiras sessões, a psicóloga entende a queixa, a história de vida e o contexto familiar, e propõe um plano de trabalho. As sessões costumam ser semanais no começo, e a frequência pode ser revista conforme o processo avança.

  • Entrevista inicial e definição de objetivos
  • Sessões regulares, com escuta e intervenções da psicóloga
  • Recursos lúdicos, como jogos e desenhos, no atendimento de crianças
  • Encontros de devolutiva e orientação com a família, quando há criança ou adolescente

Diferenças entre psicoterapia infantil e adulto na prática

Na psicoterapia de adultos, o próprio paciente procura atendimento, define o que quer trabalhar e decide sobre a continuidade. Na infantil, quem procura são os pais, muitas vezes por indicação da escola ou do pediatra, e a criança é apresentada ao espaço aos poucos.

Por isso a orientação aos pais é parte do processo infantil, e não um extra. Com adolescentes, o arranjo fica no meio do caminho: o jovem tem espaço próprio, e a família é chamada quando o processo pede.

Mitos e cuidados sobre fazer terapia

Um mito comum é que terapia é só para quem está muito mal. Muitas pessoas procuram por autoconhecimento ou para atravessar uma fase difícil, sem diagnóstico algum. Outro equívoco é esperar conselhos prontos do psicólogo.

A psicoterapia não tem resultado predefinido, e o tempo de cada processo varia. Ela também não substitui a avaliação médica quando há sintomas físicos, nem o tratamento psiquiátrico quando ele é indicado. A conduta depende de avaliação individual feita por profissional habilitado.

O consultório não é serviço de emergência. Em crise, com pensamentos de morte ou risco de vida, a orientação é ligar 188 (CVV, Centro de Valorização da Vida) ou 192 (SAMU), ou ir ao pronto-socorro mais próximo.

  • A criança não precisa ser enganada para ir à sessão: explicar com palavras simples ajuda na adaptação
  • O adolescente tem direito a um espaço de sigilo, com limites explicados à família
  • Medicação, quando necessária, é prescrita por médico, não pelo psicólogo
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Psicologia

Qual a diferença entre psicoterapia infantil e adulto?

A principal diferença está nos recursos e em quem participa. Na psicoterapia de adultos, a conversa é a ferramenta central. Na infantil, a criança se expressa também brincando e desenhando, e os pais participam de encontros de orientação.

Com que idade a criança pode começar terapia?

Não há idade mínima fixa. Crianças pequenas já podem ser atendidas, com recursos adaptados à fase, e em muitos casos o trabalho começa pela orientação dos pais. A indicação depende da queixa e é avaliada na primeira conversa com a família.

Terapia ajuda em casos de ansiedade e depressão?

Pode ajudar, e essa é uma das indicações mais frequentes. A psicoterapia trabalha os pensamentos, as emoções e as situações que mantêm o sofrimento. Em quadros moderados ou graves, o acompanhamento psiquiátrico costuma caminhar junto. A resposta varia de pessoa para pessoa, e não há prazo definido de antemão.

Idoso também pode fazer psicoterapia?

Sim, e não há idade limite para começar. A psicoterapia com idosos trabalha temas como solidão, luto, perda de autonomia e adaptação às mudanças da idade, e pode envolver familiares quando o paciente concorda.

Como saber se meu filho adolescente precisa de terapia?

Vale buscar avaliação quando há mudança persistente de comportamento: isolamento, queda no rendimento escolar, irritação constante, alterações de sono ou de apetite, ou falas de desesperança. A psicóloga escuta a família e o adolescente para entender se há indicação. Diante de falas sobre morte ou de risco, a orientação é ligar 188 ou 192.

Este conteúdo foi útil? Avalie:

5/5 - (8 votos)

Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

Ligar