Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul Seg a sex 8h às 18h · Sáb 8h às 12h
Otorrinolaringologia

Rinite alérgica: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento em Palmas

A rinite alérgica é a inflamação da mucosa do nariz provocada por alérgenos como poeira, fungos e pelos de animais. Tem controle com cuidados no ambiente, lavagem com soro e medicamentos indicados pelo otorrino.

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Rinite alérgica é a inflamação da mucosa nasal desencadeada pelo contato com substâncias às quais a pessoa é sensível, como ácaros da poeira, fungos, baratas e pelos de animais. Os sintomas típicos são espirros em sequência, coceira no nariz, coriza clara e nariz entupido. Costuma começar na infância e é mais frequente em quem tem histórico familiar de alergia. O diagnóstico é clínico, com apoio do teste alérgico, e o tratamento combina controle do ambiente, lavagem nasal e medicamentos.

Mulher cobrindo o nariz e a boca durante uma crise de rinite alérgica
Crise de rinite alérgica com coceira e coriza

O que é a rinite alérgica e como ela difere de outras rinites

Rinite é o nome dado a qualquer inflamação da mucosa que reveste o nariz. Ela pode ser infecciosa, como no resfriado, ou não infecciosa. No grupo não infeccioso estão a forma alérgica, a causada por irritantes, a medicamentosa e a hormonal, comum na gestação.

Na forma alérgica, o sistema imunológico reconhece como ameaça partículas que seriam inofensivas. A cada novo contato, células da mucosa liberam histamina e outras substâncias inflamatórias, que provocam coceira, secreção e inchaço das conchas nasais. O quadro pode ser intermitente, com crises em determinadas épocas, ou persistente, com sintomas na maior parte dos dias.

A história familiar tem peso importante: filhos de pais alérgicos têm maior chance de desenvolver a doença, que costuma aparecer ainda na infância. É frequente que a rinite conviva com asma, conjuntivite alérgica e dermatite atópica. Os alérgenos mais envolvidos são:

  • Ácaros da poeira doméstica, presentes em colchões, travesseiros, tapetes e bichos de pelúcia
  • Fungos, que se multiplicam em paredes úmidas e ambientes fechados
  • Baratas e seus resíduos
  • Pelos, saliva e descamação de cães e gatos
  • Pólen, em algumas pessoas e épocas do ano

Atendimento da rinite alérgica em Palmas

O clima de Palmas alterna dois extremos que pesam para quem tem rinite. No período chuvoso, a umidade favorece fungos e mofo dentro de casa. Na estiagem, o ar muito seco, a poeira e a fumaça das queimadas irritam a mucosa e desencadeiam crises mesmo em quem está com a alergia controlada.

Na Clínica CEOP, no Palmas Medical Center, Quadra 401 Sul, a avaliação da rinite alérgica é feita pela otorrinolaringologista, com exame do nariz e, quando indicado, videoendoscopia nasal. O teste alérgico de leitura imediata, o prick test, também é realizado na clínica, o que permite identificar os principais alérgenos sem encaminhamento para outro serviço.

Sinais de rinite que merecem avaliação

A rinite é definida pela presença de coriza, obstrução nasal, coceira e crises de espirros, isolados ou combinados. Quando esses sintomas se repetem por semanas, atrapalham o sono ou o rendimento na escola e no trabalho, a consulta com o otorrino é recomendada.

  • Crises de espirros em sequência, principalmente ao acordar
  • Coriza clara e abundante
  • Nariz entupido, que alterna de lado ou piora à noite
  • Coceira no nariz, nos olhos, nos ouvidos ou no céu da boca
  • Ronco, respiração pela boca e sono que não descansa
  • Olheiras e o gesto de esfregar o nariz para cima, comuns em crianças

Rinite em crianças

Na infância, a rinite mal controlada pode se associar ao aumento das adenoides, à respiração pela boca, a otites de repetição e a alterações do sono que interferem no aprendizado. A avaliação precoce ajuda a evitar essas consequências.

Como a CEOP diagnostica e trata a rinite alérgica

O diagnóstico é essencialmente clínico. A consulta investiga a idade em que os sintomas começaram, a frequência das crises, os fatores de piora, as características da casa e do trabalho e a presença de outras alergias. O exame do nariz mostra a mucosa pálida e as conchas aumentadas, típicas da alergia, e a endoscopia ajuda a descartar desvio de septo, pólipos e sinusite associados.

Teste alérgico e tratamento da rinite alérgica

O teste alérgico cutâneo, chamado prick test, confirma quais substâncias provocam a reação. Na CEOP ele é feito com o sistema Multi-Test, que aplica vários extratos de uma vez com um leve contato na pele, e a leitura é feita poucos minutos depois da aplicação. Exames de sangue podem complementar a investigação em casos específicos.

O tratamento se apoia em três pilares, ajustados a cada paciente:

  • Controle do ambiente, com redução da exposição aos alérgenos e irritantes identificados
  • Lavagem nasal com soro fisiológico, que limpa e dilui o muco e reduz a quantidade de alérgenos na mucosa
  • Medicamentos como anti-histamínicos e corticoides de uso nasal, prescritos conforme a intensidade e a frequência dos sintomas

Erros comuns e cuidados no controle da rinite

O erro mais frequente é usar descongestionante em spray por conta própria. O alívio é rápido, mas o uso por mais de poucos dias causa efeito rebote e pode levar à rinite medicamentosa, um nariz cronicamente entupido que depende do remédio. Antialérgicos que dão sono também merecem cautela em quem dirige ou opera máquinas.

A rinite alérgica é uma condição crônica: tem controle, mas as crises podem voltar quando a exposição aumenta ou o tratamento é interrompido. Por isso o acompanhamento é contínuo, com ajustes conforme a época do ano e a resposta de cada paciente, e a conduta depende de avaliação individual.

Quem vai fazer o teste alérgico precisa suspender os anti-histamínicos alguns dias antes, conforme orientação da clínica, porque eles bloqueiam a reação da pele e falseiam o resultado. Em casa, algumas medidas reduzem a exposição:

  • Lavar a roupa de cama com frequência e expor colchão e travesseiro ao sol
  • Usar capas protetoras antiácaro em colchão e travesseiro
  • Preferir pano úmido ao espanador e evitar tapetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia no quarto
  • Manter a casa ventilada, tratar os pontos de mofo e evitar fumaça de cigarro
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Rinite alérgica

Rinite alérgica tem cura ou só controle?

Tem controle, que costuma ser satisfatório com tratamento regular. A rinite alérgica é uma condição crônica ligada à predisposição do organismo, por isso as crises podem voltar quando a exposição aos alérgenos aumenta. Com cuidados no ambiente, lavagem nasal e medicamentos ajustados, muitas pessoas passam longos períodos com poucos sintomas.

Como saber se é rinite ou resfriado?

Pela duração e pelo padrão dos sintomas. O resfriado dura poucos dias, pode vir com febre baixa e dor no corpo, e a secreção tende a engrossar. A rinite alérgica não dá febre, provoca muita coceira e crises de espirros e se repete sempre que há contato com o alérgeno ou mudança de clima.

Preciso fazer teste alérgico para tratar a rinite?

Nem sempre. O diagnóstico é clínico e muitos pacientes começam o tratamento só com a consulta. O prick test é indicado quando é preciso identificar os alérgenos para orientar o controle do ambiente, quando os sintomas não respondem ao tratamento ou quando se considera a imunoterapia.

Lavar o nariz com soro todo dia faz mal?

Não, para a maioria das pessoas. A lavagem com soro fisiológico limpa a secreção, remove partículas alérgicas e hidrata a mucosa, e pode ser usada diariamente. O volume, a frequência e o dispositivo adequados são orientados na consulta, e a solução deve ser preparada e guardada com higiene.

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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

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