Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul Seg a sex 8h às 18h · Sáb 8h às 12h
Exame na Clínica CEOP

Potencial evocado auditivo (BERA): indicações, preparo e como é feito em Palmas

O potencial evocado auditivo, conhecido como BERA ou PEATE, registra a resposta elétrica do nervo auditivo e do tronco encefálico a estímulos sonoros. É indolor, feito com eletrodos na pele, e ajuda a localizar a origem de uma perda auditiva.

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O potencial evocado auditivo do tronco encefálico, chamado de BERA ou PEATE, é um exame objetivo que mede a atividade elétrica das vias da audição, do nervo coclear até o tronco encefálico. Eletrodos colados na testa e atrás das orelhas captam as ondas geradas por estímulos sonoros enviados pelos fones. O exame mostra se essas ondas aparecem no tempo esperado, o que ajuda a diferenciar alterações da cóclea, do nervo e do tronco. É indolor e dura em torno de 30 a 45 minutos.

Fones usados no exame de potencial evocado auditivo (BERA) em Palmas
Potencial evocado auditivo (BERA) na Clínica CEOP

O que é o potencial evocado auditivo (BERA)

Quando um som chega ao ouvido interno, a cóclea o transforma em impulsos elétricos que seguem pelo nervo auditivo até o tronco encefálico e, dali, ao córtex. O PEATE registra essa atividade nos primeiros milissegundos após o estímulo, por meio de eletrodos de superfície colocados sobre os lóbulos das orelhas ou a região da mastoide e na testa, junto à linha do cabelo.

Normalmente se formam cinco ondas, cada uma relacionada a um trecho da via auditiva. O objetivo do exame é verificar se essas ondas estão presentes, se surgem no tempo certo, as chamadas latências, e se o intervalo entre elas está dentro do esperado. Atrasos ou ausências apontam em que altura da via está a alteração.

Por ser um teste objetivo, o BERA não depende de o paciente responder ao som. Adultos e crianças que colaboram fazem o exame acordados e relaxados, sem sedação. Isso o torna útil quando a audiometria não é possível ou quando seu resultado precisa ser confirmado. O exame avalia:

  • A integridade do nervo auditivo e das vias auditivas do tronco encefálico
  • A estimativa do limiar auditivo em quem não consegue responder à audiometria

Exame de BERA na Clínica CEOP, em Palmas

A Clínica CEOP realiza o potencial evocado auditivo no Palmas Medical Center, Quadra 401 Sul, no centro de Palmas, com pedido da otorrinolaringologista ou de outro médico, como o neurologista. Na lista de exames da clínica, o procedimento aparece como BERA adulto, voltado a adultos e a crianças que conseguem ficar quietas e relaxadas durante o registro.

Para bebês e crianças pequenas que precisam dormir durante o exame, a família deve confirmar com a recepção se o atendimento é feito na clínica e qual o preparo. Pacientes de outras cidades do Tocantins podem combinar a data com a consulta e com a audiometria, já que os exames costumam ser analisados em conjunto.

Indicações do exame

O BERA é pedido quando é preciso saber não só quanto a pessoa ouve, mas onde está a origem da alteração. As indicações mais comuns são:

  • Estimar se a perda auditiva detectada na audiometria tonal vem da cóclea, do nervo auditivo ou do tronco encefálico
  • Investigar perda auditiva ou zumbido em um só lado, situação em que se procura descartar lesão no nervo
  • Investigar neuropatia auditiva, em que a cóclea funciona mas o sinal não é bem conduzido pelo nervo
  • Avaliar a integridade das vias auditivas em doenças neurológicas, como AVC e doenças desmielinizantes
  • Determinar se há perda auditiva em crianças que ainda não podem fazer a audiometria
  • Confirmar resultados quando a audiometria é inconsistente ou o paciente não consegue colaborar

BERA em adultos

No adulto, as indicações mais frequentes são a perda auditiva ou o zumbido de um lado só, a vertigem associada a queda da audição e a suspeita de alteração no nervo. O exame funciona como investigação inicial: um resultado alterado pode levar à ressonância magnética, conforme a avaliação médica.

Como o potencial evocado auditivo é feito

O exame é indolor e costuma durar de 30 a 45 minutos. O paciente fica deitado ou reclinado, de olhos fechados, e quanto mais relaxado estiver, mais limpo é o registro. As etapas seguem esta ordem:

  1. Posicionamento: o paciente se acomoda em maca ou cadeira adequada, em ambiente silencioso
  2. Limpeza da pele: os pontos da testa e de trás das orelhas são limpos para melhorar o contato
  3. Eletrodos: são fixados com uma pasta adesiva, que ajuda na aderência e na transmissão dos sinais
  4. Estímulo: fones apresentam cliques ou tons em cada orelha, em intensidades diferentes
  5. Registro: o computador soma muitas respostas e desenha as ondas, medindo latências e amplitudes
  6. Finalização: os eletrodos são retirados, e a pasta sai facilmente com os dedos ou um pouco de água

Resultado do potencial evocado auditivo (BERA)

O laudo descreve a presença e a latência das ondas em cada orelha e, quando pesquisado, o menor nível de som que ainda gera resposta. A interpretação é feita pelo médico junto com a audiometria, a imitanciometria e a história clínica, e a conduta depende de avaliação individual.

Preparo e o que evitar antes do exame

Os medicamentos de uso habitual devem ser mantidos, salvo orientação médica diferente. Os cabelos precisam estar limpos e secos, sem gel, creme, pomada, óleo ou qualquer outro produto, porque resíduos na pele atrapalham a fixação dos eletrodos e a qualidade do sinal. Maquiagem na testa também deve ser evitada.

Como o registro depende de relaxamento, vale chegar alguns minutos antes, ir ao banheiro antes de começar e manter os olhos fechados durante o registro. Quem tem dificuldade de ficar deitado deve avisar no agendamento.

  • Evite exposição a ruído intenso antes do exame
  • Leve audiometrias e exames de imagem anteriores
  • Se estiver doente ou sem dormir bem, converse com a recepção sobre remarcar

Preparo de crianças pequenas

Crianças muito pequenas precisam, de preferência, estar dormindo na hora do exame. A orientação mais comum é que durmam poucas horas na noite anterior, no máximo cerca de cinco, e que não durmam no trajeto até a clínica, para que o sono venha durante o exame. Se a criança estiver doente ou com o sono prejudicado, o mais indicado é reagendar.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Potencial evocado auditivo (BERA)

O exame de potencial evocado auditivo (BERA) dói?

Não dói. Os eletrodos ficam apenas colados na pele, sem agulha, e os sons são enviados por fones. O que o exame pede é que o paciente fique relaxado, de olhos fechados, durante cerca de 30 a 45 minutos.

Precisa de sedação para fazer o BERA?

Em adultos e crianças que colaboram, não. O exame é feito com o paciente acordado e relaxado. Bebês e crianças pequenas costumam fazer em sono natural, com preparo de privação de sono, e a necessidade de sedação é avaliada caso a caso pelo médico.

Qual a diferença entre BERA e audiometria?

A audiometria mede quanto a pessoa ouve e depende da resposta dela a cada som. O BERA registra a resposta elétrica do nervo e do tronco encefálico, sem que o paciente precise responder, e ajuda a localizar onde está a alteração. Os dois costumam ser analisados juntos.

O BERA detecta tumor no nervo auditivo?

Pode levantar a suspeita, mas não fecha o diagnóstico. Atrasos nas ondas sugerem alteração no nervo ou no tronco encefálico, e o médico pode pedir ressonância magnética para esclarecer. O exame de imagem é o que confirma ou afasta uma lesão.

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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

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