Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul Seg a sex 8h às 18h · Sáb 8h às 12h
Exame na Clínica CEOP

Vectoeletronistagmografia (VENG): exame de equilíbrio em Palmas

A vectoeletronistagmografia (VENG) avalia o labirinto e o equilíbrio pelo registro dos movimentos dos olhos. É pedida para investigar tontura, vertigem, desequilíbrio e enjoo sem causa aparente.

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A vectoeletronistagmografia, conhecida pela sigla VENG, é um exame do labirinto que registra os movimentos dos olhos com eletrodos colados ao redor deles. Como o ouvido interno e a visão trabalham juntos, o padrão desses movimentos mostra se a origem da tontura está no labirinto ou em outra parte do sistema nervoso. O exame é indolor, usa estímulos luminosos e jatos de ar no ouvido e pede preparo, como suspender remédios para tontura com orientação médica.

Homem com as mãos nas têmporas por tontura, sintoma investigado pela vectoeletronistagmografia (VENG) em Palmas
Vectoeletronistagmografia (VENG): avaliação da tontura e do equilíbrio

O que é a vectoeletronistagmografia (VENG)

O equilíbrio depende de três fontes de informação: o labirinto, no ouvido interno, a visão e os receptores de posição espalhados por músculos e articulações. O cérebro cruza esses sinais o tempo todo. Quando o labirinto de um lado passa a funcionar diferente do outro, surgem a sensação de giro, a instabilidade ao andar e o enjoo que muita gente chama de labirintite.

A vectoeletronistagmografia aproveita uma ligação direta entre o labirinto e os músculos dos olhos, o reflexo vestíbulo-ocular. Estímulos que mexem com o labirinto provocam movimentos oculares involuntários e rítmicos, chamados de nistagmo. Eletrodos colados na pele ao redor dos olhos captam esses movimentos, e o computador do equipamento mede direção, velocidade e simetria das respostas.

Por isso a VENG faz parte da avaliação otoneurológica. Ela ajuda a separar alterações periféricas, do próprio ouvido interno, de alterações centrais, ligadas ao cérebro e ao tronco encefálico.

Exame de equilíbrio em Palmas, na Clínica CEOP

A Clínica CEOP realiza a vectoeletronistagmografia no Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul, no centro da cidade. O exame costuma ser pedido depois da consulta com a otorrinolaringologista, que ouve a história da tontura, examina os ouvidos e decide se a investigação precisa de exames complementares.

Na mesma clínica também são feitos a audiometria tonal e vocal, a imitanciometria e o BERA, exames que muitas vezes acompanham a VENG porque labirinto e audição dividem o mesmo órgão. Quem vem do interior do Tocantins pode concentrar consulta e exames em poucas idas a Palmas; a recepção orienta sobre datas, preparo e cobertura do convênio.

Quando a VENG costuma ser indicada

A indicação é feita pelo médico, a partir dos sintomas e do exame clínico. As situações mais frequentes em que o exame do labirinto é solicitado são estas:

  • Tontura, vertigem com sensação de giro ou desequilíbrio ao andar
  • Zumbido ou perda auditiva neurossensorial, em especial quando surgem junto com a tontura
  • Enjoos e náuseas sem causa aparente
  • Cinetose, o mal-estar em carro, barco ou avião
  • Dor de cabeça associada a episódios de tontura
  • Quedas repetidas, sobretudo em idosos
  • Doenças neurológicas que podem afetar o equilíbrio

Labirintite, vertigem posicional e outras causas de tontura

No uso popular, labirintite virou sinônimo de qualquer tontura. Na prática, as causas são variadas: vertigem posicional paroxística benigna, neurite vestibular, doença de Ménière, alterações metabólicas e circulatórias, efeito de medicamentos e quadros neurológicos. Por isso a investigação de tontura e vertigem não se resume a um único exame.

A VENG não fecha o diagnóstico sozinha, mas mostra se há disfunção do labirinto, de que lado ela está e se o padrão sugere origem periférica ou central.

Como o exame é feito, etapa por etapa

O paciente fica sentado, em sala com pouca luz. A ordem das provas pode variar conforme o protocolo do equipamento e a orientação médica, mas em geral as etapas são estas:

  1. Conversa rápida sobre os sintomas e otoscopia, para confirmar que o canal do ouvido e o tímpano permitem a prova calórica
  2. Limpeza da pele e colocação de eletrodos ao lado dos olhos e na testa
  3. Calibração: o paciente acompanha pontos de luz na tela para o aparelho reconhecer a amplitude dos movimentos
  4. Pesquisa de nistagmo espontâneo e semiespontâneo, com os olhos abertos, fechados e em diferentes direções do olhar
  5. Provas oculomotoras, em que o paciente segue estímulos luminosos que se movem na tela
  6. Pesquisa de nistagmo de posição, com mudanças da cabeça e do corpo
  7. Prova calórica: jatos de ar quente e de ar frio em cada ouvido, para comparar a resposta dos dois labirintos
  8. Análise das respostas pelo computador e elaboração do laudo, que segue para o médico que pediu o exame

O que o paciente sente na vectoeletronistagmografia (VENG)

O exame é indolor. Os eletrodos são adesivos, apenas captam sinais e não dão choque, e o ar da prova calórica é morno ou fresco. A estimulação do labirinto, porém, pode provocar tontura passageira e náusea por alguns minutos. Essa reação é esperada e indica que o labirinto está respondendo; se o desconforto ficar intenso, a prova pode ser interrompida.

Como a sensação pode durar um pouco depois do término, a clínica pede que o paciente venha com acompanhante; o ideal é não dirigir logo após o exame.

Preparo para a VENG e cuidados no dia

O preparo existe porque vários fatores alteram a resposta do labirinto e podem mascarar o resultado. As orientações abaixo são as que a clínica costuma passar e devem ser confirmadas no agendamento, junto com a duração prevista do exame.

  • Suspender remédios para tontura e enjoo, como cinarizina, flunarizina, betaistina, meclizina e dimenidrinato, cerca de 48 horas antes, somente com o aval do médico que os prescreveu
  • Manter os remédios de uso contínuo, como os de pressão, coração, tireoide e depressão
  • Fazer jejum de 4 horas, inclusive de água, com uma refeição leve antes desse período, porque a prova calórica pode causar enjoo
  • Não usar maquiagem no rosto, para que os eletrodos fiquem bem aderidos
  • Vir com acompanhante

Erros comuns e limites do resultado

Um erro frequente é tomar o remédio de tontura na manhã do exame por medo de passar mal. O medicamento reduz a resposta do labirinto e pode tornar o resultado falsamente normal.

O laudo é interpretado junto com a consulta e os outros exames. Um resultado alterado não define o tratamento sozinho, e um resultado normal não descarta todas as causas de tontura. A conduta depende de avaliação individual.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Vectoeletronistagmografia (VENG)

A vectoeletronistagmografia (VENG) dói ou dá choque?

Não dói e não dá choque. Os eletrodos só captam os movimentos dos olhos, sem passar corrente para o corpo, e o ar da prova calórica é morno ou fresco. O que pode acontecer é tontura e enjoo passageiros quando o labirinto é estimulado, uma reação esperada que costuma passar em poucos minutos.

Preciso parar o remédio de labirintite antes do exame?

Em geral, sim. Remédios para tontura e enjoo costumam ser suspensos cerca de 48 horas antes, porque reduzem a resposta do labirinto e podem esconder alterações. A suspensão deve ser combinada com o médico que prescreveu, e os medicamentos de uso contínuo, como os de pressão, não devem ser interrompidos.

A VENG mostra se eu tenho labirintite?

Ajuda, mas não sozinha. O exame mostra se há disfunção do labirinto, de que lado e se o padrão sugere causa no ouvido interno ou no sistema nervoso central. O diagnóstico final reúne esse resultado, a história clínica, o exame físico e, muitas vezes, a audiometria.

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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

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