Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul Seg a sex 8h às 18h · Sáb 8h às 12h
Otorrinolaringologia

Hipertrofia de amígdalas e adenoide: sinais na criança, riscos e tratamento em Palmas

A hipertrofia de amígdalas e adenoide é o aumento desses tecidos de defesa da garganta e do fundo do nariz. Na criança, pode causar ronco, respiração pela boca, otites e alterações no crescimento da face, e pede avaliação do otorrino.

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Hipertrofia de amígdalas e adenoide é o aumento das amígdalas, na garganta, e da adenoide, no fundo do nariz, tecidos linfáticos que ajudam na defesa do organismo e costumam ser maiores na infância. Quando crescem demais, estreitam a passagem do ar e a criança passa a respirar pela boca, roncar e, às vezes, parar de respirar durante o sono. O quadro também favorece otites e altera o desenvolvimento da face e dos dentes. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, conforme a avaliação do otorrinolaringologista.

Otorrinolaringologista avaliando criança com hipertrofia de amígdalas e adenoide em Palmas
Consulta infantil para hipertrofia de amígdalas e adenoide na Clínica CEOP

O que é a hipertrofia de amígdalas e adenoide

As amígdalas palatinas ficam nas laterais da garganta e podem ser vistas com a boca aberta. A adenoide, também chamada de vegetação adenoide, fica atrás do nariz e só aparece no exame endoscópico ou na radiografia. Os dois tecidos fazem parte do anel linfático da garganta e reagem a vírus, bactérias e alérgenos.

Na idade pré-escolar, fase de contato intenso com infecções na creche e na escola, é comum que esses tecidos aumentem. Em muitas crianças o crescimento é discreto e regride aos poucos até a adolescência. Em outras, o volume fecha boa parte da passagem do ar e passa a interferir na respiração, no sono, na audição e no crescimento facial.

A obstrução nasal crônica muda o padrão respiratório: a criança deixa de respirar pelo nariz e passa a respirar pela boca na maior parte do tempo. Esse quadro recebe o nome de respirador oral e tem consequências que vão além do ronco.

  • Infecções de garganta e resfriados repetidos
  • Rinite alérgica sem controle
  • Fumaça de cigarro dentro de casa
  • Tendência individual ao crescimento do tecido linfático

Efeitos no rosto e nos dentes

A respiração pela boca mantém a língua baixa e afastada do céu da boca, e as forças musculares da face se desequilibram. As alterações mais descritas são maxila estreita, dentes superiores projetados, mordida aberta ou cruzada, lábio inferior evertido, lábio superior curto, narinas estreitas e musculatura flácida em volta da boca. Quanto mais a obstrução persiste, mais difícil fica a correção com aparelho ortodôntico.

Avaliação infantil de amígdalas e adenoide em Palmas

Na Clínica CEOP, no Palmas Medical Center, Quadra 401 Sul, a otorrinolaringologista conversa com os pais sobre o sono, a respiração e as infecções da criança e examina nariz, garganta e ouvidos. A videoendoscopia nasal, que mostra a adenoide, e os exames de audição, como audiometria e imitanciometria, são feitos na própria clínica.

A época seca em Palmas, com umidade baixa e fumaça de queimadas, costuma piorar a rinite e a irritação da garganta, o que mantém amígdalas e adenoide inflamadas por mais tempo. Muitos pais chegam encaminhados pelo pediatra ou pelo ortodontista, e famílias de Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e outras cidades do estado também são atendidas.

Sinais de que a criança precisa de avaliação

Os sinais aparecem sobretudo à noite e na rotina escolar. Vale procurar o otorrino quando a criança apresenta um ou mais dos sinais abaixo por semanas seguidas, e não apenas durante um resfriado.

  • Ronco frequente, mesmo sem gripe
  • Pausas na respiração, engasgos ou esforço para respirar dormindo
  • Sono agitado, suor noturno e posições estranhas na cama, como o pescoço esticado
  • Boca aberta durante o dia e baba no travesseiro
  • Voz anasalada e nariz sempre entupido
  • Otites de repetição ou impressão de que a criança não escuta bem
  • Amigdalites frequentes ao longo do ano

Comportamento, sono e escola

Diferente do adulto, a criança com apneia do sono raramente parece sonolenta. Ela costuma ficar agitada, irritada e desatenta, com sinais confundidos com hiperatividade e queda no rendimento escolar. A adenoide aumentada também bloqueia a tuba auditiva e favorece a otite média com efusão, que reduz a audição e pode atrasar a linguagem.

Como a CEOP conduz o tratamento

A consulta reúne a história contada pelos pais, o exame da garganta, do nariz e dos ouvidos e, quando indicado, exames complementares. O objetivo é medir a obstrução e suas repercussões no sono, na audição e na face.

  • Exame da boca e da garganta para graduar o tamanho das amígdalas
  • Videoendoscopia nasal para ver a adenoide e o quanto ela fecha a passagem do ar
  • Audiometria e imitanciometria quando há otites ou suspeita de perda auditiva
  • Pedido de polissonografia quando há dúvida sobre a gravidade da apneia

Tratamento da hipertrofia de amígdalas e adenoide

Quando a obstrução é leve e está ligada à rinite, o tratamento começa pelo controle clínico, com lavagem nasal, medicação tópica e acompanhamento, e muitas crianças melhoram sem cirurgia. Quando há apneia, otites que não respondem ao tratamento, amigdalites de repetição ou alterações do crescimento facial, a cirurgia passa a ser considerada.

A adenoidectomia retira a adenoide pela boca, sem cortes na pele. A amigdalectomia remove as amígdalas palatinas, e os dois procedimentos podem ser feitos no mesmo ato, em ambiente hospitalar e com anestesia geral. A Dra. Liane Sousa Teixeira realiza a retirada de amígdalas e adenoides e explica aos pais, em consulta, a indicação, os riscos e o pós-operatório de cada caso.

Mitos e cuidados antes e depois da cirurgia

Um mito comum é que retirar as amígdalas deixa a criança sem defesa. O organismo tem muitos outros tecidos linfáticos, e a literatura médica não mostra prejuízo relevante da imunidade após a cirurgia bem indicada. Outro equívoco é esperar a criança crescer para ver se o problema passa, porque a regressão natural pode chegar tarde para o desenvolvimento da face e da fala.

O tratamento precoce, clínico ou cirúrgico, favorece um crescimento facial mais harmonioso e dá mais estabilidade ao tratamento ortodôntico. Cada caso é avaliado individualmente, e nem toda criança com amígdalas grandes precisa operar.

  • Após a cirurgia, a dieta costuma ser fria e pastosa nos primeiros dias, conforme orientação médica
  • Dor de garganta e de ouvido no pós-operatório são esperadas e controladas com medicação
  • Sangramento pela boca ou pelo nariz após a cirurgia exige contato imediato com a equipe
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Hipertrofia das amígdalas e adenoide

Hipertrofia de amígdalas e adenoide sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitas crianças melhoram com tratamento clínico, principalmente quando a rinite alérgica mantém os tecidos inchados. A cirurgia é indicada quando há apneia do sono, otites ou amigdalites de repetição, dificuldade para engolir ou alterações no crescimento da face, e a decisão depende da avaliação individual.

Meu filho ronca toda noite, isso é normal?

Não é considerado normal. Ronco frequente em criança, fora de um resfriado, indica que o ar passa com dificuldade e muitas vezes está ligado ao aumento de amígdalas e adenoide. Se houver pausas na respiração, sono agitado ou boca aberta durante o dia, vale marcar a avaliação com o otorrino.

A criança fica com a imunidade baixa sem as amígdalas?

Não há prejuízo relevante. O corpo mantém outros tecidos de defesa na garganta e no restante do organismo. Em crianças com amigdalites frequentes, a retirada costuma reduzir o número de infecções de garganta e de faltas na escola.

Respirar pela boca pode deixar os dentes tortos?

Pode. A respiração pela boca prolongada mantém a língua baixa e altera o equilíbrio dos músculos da face, o que favorece arcada superior estreita, mordida aberta ou cruzada e dentes projetados. Por isso o ortodontista muitas vezes encaminha a criança ao otorrino antes de iniciar o aparelho.

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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

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