Videolaringoscopia, também chamada de videofaringolaringoscopia, é o exame que mostra em vídeo a garganta, a laringe e as pregas vocais. É feita no consultório do otorrinolaringologista, com o paciente sentado, usando um endoscópio rígido introduzido pela boca ou flexível introduzido pelo nariz, ligado a uma câmera. Dura alguns minutos, não exige internação e é indicada para investigar rouquidão, tosse crônica, engasgos, dificuldade para engolir e sensação de bolo na garganta.
O que é a videolaringoscopia
O exame usa um endoscópio, tubo fino com lente e fonte de luz, acoplado a uma câmera que transmite a imagem ampliada para um monitor. Assim, a médica observa em tempo real a base da língua, as amígdalas, a epiglote, as pregas vocais e a entrada do esôfago, regiões que não aparecem no exame comum da boca.
Há duas formas de realizar o exame. Com o endoscópio rígido, introduzido pela boca enquanto o paciente mantém a língua para fora e emite vogais, a imagem das cordas vocais é muito nítida. Com o endoscópio flexível, passado por uma das narinas, é possível ver a laringe durante a fala natural, o canto e a deglutição, e avaliar também o nariz e a adenoide.
As imagens podem ser gravadas, revistas e comparadas com exames futuros. Ver o próprio vídeo ajuda o paciente a entender o diagnóstico e a seguir o tratamento.
- Movimento e fechamento das pregas vocais durante a fala
- Nódulos, pólipos, cistos e outras lesões
- Sinais de refluxo na laringe
- Inflamações e infecções da faringe e da laringe
- Paralisia de uma das pregas vocais
- Lesões suspeitas que precisam de biópsia
Exame da laringe em Palmas na Clínica CEOP
Na Clínica CEOP, no Palmas Medical Center, Sala 1006, Quadra 401 Sul, a videolaringoscopia faz parte da lista de exames realizados no próprio consultório de otorrinolaringologia. A recepção informa se o exame acontece junto com a consulta ou em horário separado, e o resultado é discutido com a médica, que explica as imagens e define o tratamento.
O exame é procurado por profissionais da voz de Palmas e de cidades vizinhas, como professores, cantores, locutores e pastores, e por pacientes encaminhados por outros médicos para investigar tosse e refluxo. A recepção confirma a cobertura por convênio e as regras de autorização de cada plano.
Indicações do exame
O exame é pedido quando a queixa envolve a boca, a faringe ou a laringe e a avaliação clínica não basta para explicar a causa. Também é usado para acompanhar a saúde da voz em quem depende dela para trabalhar.
- Rouquidão ou voz falhada que não melhora
- Tosse crônica sem causa nos pulmões
- Dificuldade para engolir e engasgos
- Sensação de bolo ou de algo preso na garganta
- Pigarro constante e suspeita de refluxo
- Dor de garganta persistente de um lado só
- Avaliação periódica de cantores, professores e palestrantes
- Controle de lesões já tratadas e acompanhamento após cirurgia da laringe
Como é feito o exame na CEOP
O exame é rápido e costuma ser bem tolerado. A sequência abaixo descreve o caminho mais comum, que pode variar conforme o tipo de endoscópio e a queixa do paciente.
- O paciente fica sentado na cadeira do consultório, com a cabeça levemente inclinada para a frente
- Quando necessário, a médica aplica anestesia tópica em spray na garganta ou no nariz para reduzir o reflexo de náusea
- O endoscópio é posicionado pela boca ou por uma narina, sem cortes e sem agulhas
- O paciente fala vogais, respira fundo ou engole, conforme o que precisa ser observado
- As imagens são revistas e explicadas ao final
Resultado da videolaringoscopia
A médica descreve o aspecto da faringe e da laringe, o movimento das pregas vocais e qualquer lesão encontrada. O laudo orienta o tratamento, que pode ser clínico, com reabilitação da voz ou cirúrgico, e serve de base para comparar com exames de controle. Quando a lesão é suspeita, o próximo passo pode ser a biópsia.
Quem atende na CEOP
Preparo, sensações e cuidados
Em geral não é preciso preparo especial. Quando o exame inclui avaliação da deglutição ou uso de anestésico, pode ser pedido um jejum curto, e a recepção passa as orientações no agendamento.
O exame não é doloroso. Algumas pessoas sentem náusea leve quando o endoscópio se aproxima do fundo da garganta, sensação que diminui com a anestesia tópica. Depois do anestésico, a garganta fica dormente por algum tempo, e a orientação é esperar a sensibilidade voltar antes de comer ou beber, para evitar engasgos.
- Informar alergia a anestésicos e uso de anticoagulantes
- Levar exames anteriores da laringe, se houver
- Respirar pelo nariz e manter os ombros relaxados durante o exame
- Em crianças, a escolha do endoscópio depende da avaliação da médica
Perguntas frequentes sobre Videolaringoscopia
Videolaringoscopia dói ou é só desconfortável?
Não dói. O exame causa no máximo desconforto e náusea leve quando o endoscópio se aproxima do fundo da garganta. A anestesia tópica em spray reduz essa sensação, e o procedimento dura poucos minutos, com o paciente sentado.
Preciso ficar em jejum para o exame?
Em geral, não. A maioria dos exames é feita sem preparo. Se houver uso de anestésico ou avaliação da deglutição, pode ser indicado um jejum curto, e a recepção da CEOP confirma as orientações ao agendar.
Quanto tempo demora o exame da laringe?
Alguns minutos. O preparo, o exame e a explicação das imagens cabem no tempo de uma consulta. Como não se usa sedação, o paciente volta às atividades logo depois, apenas aguardando a sensibilidade da garganta voltar para comer quando recebeu anestésico.
Qual a diferença entre videolaringoscopia e nasofibroscopia?
A diferença está na região examinada. A videolaringoscopia tem foco na faringe e na laringe e pode ser feita pela boca ou pelo nariz. A videoendoscopia nasal, ou nasofibroscopia, examina o interior do nariz, a saída dos seios da face e a adenoide. Muitas vezes os dois exames se complementam.
Cantor precisa examinar a laringe mesmo sem sintomas?
Pode ser útil. A avaliação periódica registra o aspecto normal das pregas vocais e permite comparar quando surge alguma queixa. Para profissionais da voz, isso ajuda a identificar cedo inchaços e pequenas lesões causadas pelo uso intenso.
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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.
