O teste da orelhinha é o nome popular do exame de otoemissões acústicas, usado na triagem auditiva de recém-nascidos. Uma sonda macia colocada na entrada do canal emite sons suaves e capta o eco produzido pelas células da cóclea. Quando a resposta aparece, o ouvido interno está funcionando; quando não aparece, o exame é repetido ou complementado. É indolor, feito com o bebê calmo ou dormindo, de preferência ainda na maternidade ou no primeiro mês de vida.
O que é o teste da orelhinha e o que ele detecta
Dentro da cóclea, no ouvido interno, existem células ciliadas externas que amplificam os sons. Quando funcionam bem, elas produzem uma vibração muito fraca que volta pelo ouvido médio até o canal auditivo. Essas emissões otoacústicas podem ser captadas por um microfone sensível, e é isso que o exame registra.
A presença das otoemissões indica que o ouvido médio conduz o som e que a cóclea responde, o que torna pouco provável uma perda auditiva acima do grau leve naquela orelha. A ausência não fecha diagnóstico: pode ocorrer por perda auditiva, mas também por secreção no canal ou líquido atrás do tímpano, comuns nos primeiros dias de vida. Em resumo, o exame:
- Avalia a resposta das células da cóclea em cada orelha, separadamente
- Não avalia o nervo auditivo e as vias até o cérebro, analisados pelo potencial evocado auditivo
Exame de otoemissões para bebês e adultos em Palmas
A triagem auditiva neonatal é obrigatória por lei federal em todo o país, e o teste costuma ser feito na maternidade antes da alta. A Clínica CEOP, no Palmas Medical Center, Quadra 401 Sul, atende bebês que não fizeram o exame no hospital, que precisam repetir o teste ou que foram encaminhados pelo pediatra, além de crianças maiores e adultos com indicação médica.
Famílias de Palmas e de cidades do interior do Tocantins costumam agendar o exame junto com a consulta com a otorrinolaringologista. A recepção informa como preparar o bebê, a disponibilidade de horários e as regras de cada convênio.
Quando fazer e quando repetir o exame
O ideal é que todo recém-nascido faça a triagem ainda na maternidade e, no máximo, até o primeiro mês de vida. As diretrizes nacionais orientam que, havendo alteração, o diagnóstico seja concluído até o terceiro mês e a intervenção comece até o sexto mês, fase importante para o desenvolvimento da linguagem.
Quando o bebê não passa no teste, é feito o reteste, em geral poucas semanas depois. Não passar na primeira vez é comum e não significa surdez: restos de vérnix ou secreção no canal, líquido no ouvido médio, choro e barulho no ambiente interferem na resposta. Se a falha se repete, o bebê segue para avaliação diagnóstica com otorrino e exames complementares, como o BERA.
Fora do período neonatal, as indicações mais comuns são:
- Criança com atraso de fala ou que parece não reagir a sons
- Monitoramento de quem usa medicamentos que podem lesar a cóclea, como alguns quimioterápicos e antibióticos
- Investigação de zumbido e de exposição a ruído, em que o exame pode mostrar alteração antes da audiometria
Bebês com fator de risco para perda auditiva
Alguns bebês têm mais chance de perda auditiva e seguem um protocolo diferente. Neles, a triagem costuma incluir o potencial evocado auditivo automático, porque as otoemissões, sozinhas, não detectam a neuropatia auditiva, uma alteração do nervo mais frequente nesse grupo. Mesmo quando passam no teste, esses bebês precisam de acompanhamento da audição e da fala nos primeiros anos. Os principais fatores são:
- Internação em UTI neonatal por mais de cinco dias
- Prematuridade e baixo peso ao nascer
- Icterícia grave que exigiu troca de sangue
- Infecções na gestação, como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis ou herpes
- Malformações da face e da orelha, ou síndromes associadas à surdez
- Casos de surdez permanente na família
- Meningite ou uso de medicamentos tóxicos para o ouvido
Como o teste da orelhinha é feito
O exame leva poucos minutos por orelha e não exige agulha, medicação ou sedação. O ponto mais importante é o silêncio: o bebê precisa estar calmo, de preferência dormindo, porque choro e movimento geram ruído que atrapalha a captação. As etapas seguem esta ordem:
- Acolhimento: o bebê fica no colo do responsável ou no berço, de preferência depois de mamar
- Inspeção do canal: o ouvido é examinado para verificar se não há cera ou secreção na entrada
- Colocação da sonda: uma oliva macia é posicionada na entrada do canal, sem entrar fundo no ouvido
- Estímulo e captação: o aparelho emite sons suaves e registra as emissões que voltam da cóclea
- Leitura: o equipamento indica se a resposta está presente nas frequências analisadas
- Repetição na outra orelha e entrega do resultado, com orientação sobre os próximos passos
Resultado do teste da orelhinha
O resultado sai como "passa" ou "falha" em cada orelha. Falhar indica necessidade de reteste ou de investigação, nunca um diagnóstico definitivo de surdez.
Em crianças maiores e adultos, a interpretação é feita pela otorrinolaringologista junto com a audiometria e a imitanciometria. A conduta depende da avaliação individual de cada caso.
Quem atende na CEOP
Preparo do bebê e cuidados antes do exame
O preparo busca um bebê tranquilo na hora do teste. Vale programar a mamada para pouco antes do horário marcado e evitar que ele durma muito no trajeto, para que o sono venha durante o exame.
Gripe com secreção, otite ou cera no canal podem levar a uma falha falsa. Se o bebê estiver doente, a família pode conversar com a recepção sobre remarcar.
- Não limpe o ouvido do bebê com cotonete; a limpeza é só da parte externa
- Informe internação em UTI, uso de antibióticos e infecções na gestação
- Passar no teste não dispensa atenção: se o bebê não reage a sons ou atrasa a fala, procure avaliação
Perguntas frequentes sobre Otoemissões acústicas (teste da orelhinha)
Meu bebê não passou no teste. É surdez?
Não necessariamente. A falha no primeiro teste é comum e costuma ter causas passageiras, como secreção no canal ou ruído na hora do exame. O passo seguinte é o reteste e, se a falha se repetir, a avaliação diagnóstica com otorrino.
O teste da orelhinha dói ou precisa de anestesia?
Não dói e não usa anestesia nem sedação. Uma sonda macia fica apoiada na entrada do ouvido por poucos minutos enquanto o aparelho emite sons suaves. O bebê costuma continuar dormindo durante todo o exame.
Adulto também pode fazer exame de otoemissões?
Pode. Em adultos, as otoemissões ajudam a investigar zumbido, a acompanhar quem usa medicamentos que podem afetar a audição ou trabalha exposto a ruído e a diferenciar alterações da cóclea das do nervo auditivo, sempre junto com outros exames de audição.
Qual a diferença entre teste da orelhinha e BERA?
São exames diferentes e complementares. O teste da orelhinha avalia a cóclea por meio das otoemissões. O BERA registra a resposta elétrica do nervo auditivo e do tronco encefálico, e por isso é indicado para bebês com fator de risco e para investigar falhas repetidas.
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Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.
